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sábado, 18 de junho de 2011

City, a extravagante cidade “verde” do futuro

 publicado em arquitetura por marisa figueiredo | 9 comentários

Será possível criar, até 2025, uma cidade do futuro que seja inteiramente sustentável e alimentada a energias renováveis produzidas localmente? Os promotores do projecto Masdar City, em Abu Dhabi, parecem acreditar que sim. Depois de o Dubai ter apresentado o primeiro hotel de sete estrelas do mundo e ilhas artificiais em forma de palmeira, o melhor talvez seja levar bem a sério esta nova ambição dos Emirados Árabes Unidos.
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Os ecrãs de cinema sempre foram pródigos em fomentar a nossa imaginação relativamente às cidades do futuro. Em O Quinto Elemento, os carros entrecruzam-se vários metros acima do solo. Alphaville mostra-nos uma urbe em que a lógica eliminou as emoções. Os robots fazem parte do quotidiano de A.I. - Inteligência Artifical. E isto só para citar alguns exemplos. Mas no deserto árido do Médio Oriente talvez o futuro seja já uma realidade, sem necessidade de robots ou carros voadores.
Em Masdar City, cidade planeada para um balanço neutro em emissões de carbono, os carros não são permitidos, a não ser que sejam eléctricos. A mobilidade é, aliás, uma das bases desta cidade sustentável em Abu Dhabi (um dos estados que, tal como o Dubai, faz parte dos Emirados Árabes). As deslocações fazem-se sobretudo a pé, ou através de uma rede de veículos eléctricos.
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Actualmente, a Abu Dhabi Future Energy Company, entidade que coordena o planeamento e a implementação de Masdar, está a testar o Superbus. O protótipo de aspecto futurista, inteiramente movido a electricidade, tem seis rodas e doze portas, com uma capacidade de 23 lugares. Já o design não poderia estar mais longe dos autocarros (ônibus) tradicionais, fazendo lembrar uma versão alongada do carro de Michael Knight, em O Justiceiro (A Super Máquina, no Brasil).
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Contudo, não deixa de ser irónico que o dinheiro necessário para criar uma cidade “verde” tão ambiciosa venha, precisamente, do petróleo. Só desta forma o emirado árabe consegue arcar com o investimento estimado de 19 mil milhões de dólares, que serão aplicados até 2025. Mesmo assim, e devido à retracção da conjuntura económica, o projecto teve que ser revisto em baixa, depois de um projecto megalómano inicial que previa um investimento de 22 mil milhões de euros e a finalização da primeira fase em 2009. Um planeamento mais realista aponta para 2015 como horizonte do final da primeira fase.
É do deserto que vem a maior fonte de inspiração e de dificuldades para a concretização de Mascar City. Até porque uma cidade que se espera que albergue meio milhão de pessoas deverá ter resposta pronta para as exigências de climatização. Por outro lado, a inspiração conceptual teve origem nos povos ancestrais, cujo modo de vida era sustentável e em comunhão com a Natureza.
O primeiro passo assenta, por isso, no planeamento. A ideia é que edifícios e ruas mais bem planeados terão menores necessidades de consumo. A orientação das fachadas e as ruas estreitas – sem a preocupação de espaço para os automóveis – e com aragens de vento tornam a cidade mais fresca do que qualquer outra naquela região.
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Não obstante, Masdar City vai funcionar a partir do sol. Uma grande central fotovoltaica de 100 megawatts já está operacional, servindo para alimentar os primeiros edifícios da cidade e as actividades de construção no local. Em paralelo, os edifícios terão água quente aquecida por painéis de solar térmico. Ainda em estudo estão outras opções energéticas como a geotermia ou o solar de concentração, tecnologia que ainda está numa fase incipiente de desenvolvimento.
Numa fase inicial, o consumo energético da cidade será totalmente suportado pela produção renovável local. À medida que a cidade crescer, outras opções serão consideradas, sempre de fonte renovável. A produção local de energia nunca será inferior a 20 por cento, num cenário a médio prazo.
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Os planos para Masdar City incluem ainda uma gestão eficiente da água e uma central de dessalinização com recurso à energia solar. As autoridades da cidade tentarão igualmente que todo o lixo seja valorizado, quer através de fertilizantes para o solo, quer para a produção de energia através da incineração. Plásticos e metais serão reciclados ou reutilizados.
Em construção a poucos quilómetros da cidade de Abu Dhabi, Masdar é um oásis para qualquer ambientalista e um pólo de atracção empresarial da economia verde. Mais do que formar cidades desprovidas de emoções, como em Alphaville, a tecnologia de hoje permite que os centros urbanos sustentáveis do amanhã saiam do papel. Resta saber se Masdar City se tornará um exemplo para o resto do mundo… ou mais um capricho restrito para as elites do petróleo.
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marisafigueiredo
Sobre a autora: marisa figueiredo sonha em abrir uma livraria-chocolataria para que possa juntar os seus dois prazeres. Saiba como fazer parte da obvious.
9 comentários

domingo, 10 de abril de 2011

Sustentabilidade

Arquitetura e design

 

Arquiteto vietnamita tem o bambu como matéria-prima em seus projetos

Postado em 30/03/2011 ás 11h24
Wind and Water Cafe: o complexo de bambu, que possui formato de meia-lua, é resistente, flexível e usa a teoria aerodinâmica simples de aproveitar a luz e o vento a seu favor. (Imagem:Vo Trong Nghia)
 
O arquiteto vietnamita Vo Trong Nghia cria estruturas usando bambu. Além de ser abundante na natureza, o material é leve, flexível e forte. O chamado “Wind and Water Cafe”, em Binh Duong, é um dos projetos arquitetônicos mais interessantes e bonitos criados por ele. A estrutura realmente mostra como Nghia usa o material barato e acessível em seu efeito máximo. O complexo de bambu, que possui formato de meia-lua, é resistente, flexível e usa a teoria aerodinâmica simples de aproveitar a luz e o vento a seu favor.
O bambu é o material dos “sonhos verde” da atualidade. Ele não só é uma combinação vencedora de força, leveza e flexibilidade, mas também marca pontos no quesito sustentabilidade, tendo crescimento rápido e fácil colheita em muitas partes do mundo. Além de ser famoso também por sua qualidade estética.
O vietnamita Nguyen Qui Duc Duc lamenta a remodelação apressada da capital vietnamita de Hanói, e apela para a preservação da beleza da cidade. Ao invés de as estruturas de rápida ascensão de vidro e aço serem construídas, a modernização deve significar preservação e inovação - e é exatamente isso que Vo Trong Nghia planeja.
Quando jovem, Nghia foi selecionado para estudar arquitetura no Japão. No entanto, a sua infância em uma pequena aldeia na região central do Vietnã deu a base ideal e natural para o que ele iria aprender na terra do Sol Nascente e os seus projetos de arquitetura que se seguiram em sua terra natal. "Usamos materiais de bambu e cana em tudo", lembra o arquiteto. A partir de instrumentos agrícolas para utensílios de cozinha, tudo era tecido em conjunto - assim como muitos de seus edifícios são hoje.
Misturando a inspiração internacional, com a influência de suas raízes, Nghia é um dos grandes arquitetos deste tipo de material. A barra arredondada que ele concebeu para o Water and Wind Cafe apresenta uma armação de quase dez metros coberto com uma planta local. A construção é como uma versão gigante dos palheiros que pontilham a paisagem vietnamita, com uma cúpula aberta no topo, que permite que a luz entre no interior da construção. Em outra parte, as estruturas curvas do bambu são amarradas com pregos não aparentes.
Como prova de suas credenciais verdes, o arquiteto criou uma fábrica no Vietnã, onde a matéria-prima é tratada e dada uma cor marrom quente. Diz-se que suas estruturas vão durar 20 anos. "No final do dia, se tiver de remover ou desmontar edifícios", diz Nghia, "você não vai acabar com blocos de concreto que é destrutivo para o ambiente".
Redação CicloVivo
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Arquitetura e design

Malasianos transformam plataformas petrolíferas abandonadas em estruturas habitáveis


Este habitat sustentável irá utilizar a energia solar, turbinas eólicas além de coletores de energia das marés. (Imagem:Divulgação)
Os designers malasianos Ku Yee Kee e Hor Sue-Wern têm uma ideia inovadora de revitalizar plataformas de petróleo, que não estão mais em funcionamento, em estruturas habitáveis.
Com a conservação do meio ambiente sendo fator de vital importância, a preocupação com as fontes de energia renováveis são temas essenciais. Estas duas coisas são as características mais significativas deste modelo. Este habitat sustentável irá utilizar a energia solar, colhida com uma grande membrana fotovoltaica localizada no telhado, enquanto as turbinas eólicas estarão localizados em pontos estratégicos ao longo das quatro fachadas. Além disso, a estrutura contará com coletores de energia das marés, na parte inferior que servirá como fonte extra de energia.
Este projeto explora a possibilidade de viver na plataforma de petróleo, acima e abaixo do nível do mar. A população em geral viveria fora da água enquanto os pesquisadores especializados, como os biólogos marinhos e similares, terão escopo para trabalhar em laboratórios submarinos. A entre-zona será usada para áreas de habitação e lazer. As estruturas existentes poderiam ser reforçadas com o uso de vigas de aço periférica, que permitem o vento de alta velocidade filtrar através da plataforma, sem obstruções.
Esta pode ser a solução que muitas plataformas petrolíferas abandonadas estão procurando. Em 2010, uma investigação revelou que existem cerca de 27 mil plataformas de gás e petróleo no Golfo do México, local onde ocorreu o acidente com a empresa British Petroleum, em território americano.
Redação CicloVivo
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Arquitetura sustentável

Primeira escola de garrafas PET é construída na Ásia

Postado em 28/12/2010 ás 11h46
A escola foi construída com milhares de garrafas de 1,5 e 2 litros de refrigerante e água. (Imagens:Kristel Gonzales)
 
Construída em San Pablo, nas Filipinas,  a escola feita com garrafas plásticas descartadas é a primeira deste tipo na Ásia. O projeto foi concebido por Illac Diaz, juntamente com a MyShelter Foundation (Fundação Meu Abrigo).
Quando Diaz percebeu a falta de escolas em pequenas províncias das Filipinas, pensou em uma maneira de resolver isso e criou o Bottle School Project (Projeto de Escolas de Garrafa). O objetivo do projeto é conscientizar a população sobre a importância da construção de novas escolas, além de dar novo uso a um material com descarte considerado problemático nos dias de hoje.
“É muito gratificante porque o que costumava ser um problema, hoje é considerado uma nova solução”comenta Diaz sobre o uso de garrafas na construção.
Illac Diaz já é conhecido mundialmente por seus projetos sociais inovadores. Em 2008, Diaz foi nomeado como “Jovem Líder Global” pelo Fórum Mundial Econômico em Genebra, na Suíça.
A escola foi construída com milhares de garrafas de 1,5 e 2 litros de refrigerante e água. As garrafas PET foram preenchidas com adobe líquido, que é constituído basicamente de terra crua, água, palha ou fibras naturais. A combinação, que é relativamente barata, chega a ser três vezes mais forte que o concreto.
Em Junho, a Fundação MyShelter organizou uma corrida para coletar as garrafas PET, a campanha foi considerada um sucesso. A escola foi construída com a ajuda de dezenas de voluntários. O terreno foi doado pelo governo local de San Plabo.
A escola é apenas a primeira de muitas, já que Diaz pretende continuar com seu projeto e disseminar a ideia para outros países.
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Arquitetura sustentável

Economize com Material de construção ecológico

Matéria do Correio do estado sobre o Material ecológico que reduz até 50% o custo final da construção Por Adriana Molina. A produção de tijolos saltou de 1,5 mil para nove mil por dia para atender a demanda. Nos últimos dois anos, a busca pela sustentabilidade nas obras em Mato Grosso do Sul fez triplicar as vendas de materiais considerados ecológicos.leia mais

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Arquitetura sustentável

Sua casa mais verde

Conheça alguns dos projetos brasileiros que estão se tornando referência para as construções que respeitam o meio ambiente

leia mais ,acesse:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/projetos-brasileiros-construcoes-respeitam-meio-ambiente-infoexame-612078.shtml