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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

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Chuvas, Tragédias e o Código Florestal PDF Imprimir E-mail
Escrito por Giovana   
Qui, 10 de Fevereiro de 2011 10:37
Foi publicado no jornal O Globo, na edição de sábado (15.01.11), um artigo no qual foi alertado para o absurdo contexto que vivemos com o aumento da freqüência e intensidade das fortes chuvas e o paradoxo da aprovação do relatório do Dep. Aldo Rebelo – que diminui a proteção às florestas brasileiras. Leia a íntegra do artigo e compartilhe, para aumentar a pressão sobre os deputados e senadores contra as mudanças propostas para o Código Florestal.

As chuvas fortes são um fenômeno natural, principalmente no período de verão até as musicalmente conhecidas águas de março. No Rio de Janeiro tivemos graves ocorrências em espaços de 22 anos: em 1966, 1988 e 2010. Porém, é inegável que as mudanças climáticas em curso por todo o planeta já estejam modificando a freqüência e a intensidade desses eventos da natureza.
O Governo Federal divulgou semanas atrás relatório no qual registra 473 vítimas fatais das chuvas de 2010. As principais tragédias atingiram as cidades de Angra dos Reis, Niterói e do Rio de Janeiro, assim como os estados de São Paulo, Pernambuco e Alagoas, num total de 1211 municípios em todo o país. Porém, as chuvas que atingiram os municípios serranos de Petrópolis, Teresópolis e Friburgo já somam mais de 500 mortos e se apresentam como a maior tragédia natural da história brasileira.
Os investimentos federais na reparação de danos causados por esse tipo de ocorrência são infinitamente superiores que os destinados à prevenção. Em 2010, foram R$ 1,84 bilhões após as ocorrências, contra meros R$ 128 milhões para evitá-las. Mesmo assim, a maioria da população atingida – especialmente os mais pobres – continua a viver em abrigos e em condições extremamente precárias.
Aparentemente alheio a essa realidade, o Congresso Nacional aprovou relatório do Deputado Aldo Rebelo que propõe alteração de medidas de proteção às florestas presentes no Código Florestal brasileiro. O relator defende a diminuição das Áreas de Preservação Permanente – APPs nas margens dos rios dos atuais 30 metros para 5 metros, assim como a possibilidade de municípios diminuírem outras APPs, como a que estabelece restrições à ocupação de encostas. Alguns Estados da federação, assim como inúmeros municípios, já adotaram leis que diminuem essas dimensões, numa expressa violação constitucional. É o caso de Petrópolis. Os prefeitos são os maiores defensores da abolição do Código Florestal em áreas urbanas. E assim se posicionam em aliança com o mercado imobiliário, que busca a “otimização” máxima do território para a construção civil.
Mas contra fatos não há argumentos. E as imagens registram com muita precisão que as áreas atingidas pelas chuvas da região serrana do Rio de Janeiro são exatamente as margens de rios, as encostas e os topos de morro, que se constituem sob o regime de preservação permanente.
O que se busca proteger com a preservação dessas áreas é exatamente a segurança da população. Mas a sede do mercado imobiliário, gerenciada por pseudos governantes, aliada ao descaso com o crescimento de ocupações irregulares, resulta na conhecida receita para a produção permanente de acidentes fatais.
Resta saber se, depois de mais essa tragédia no início de 2011, declarado pelas Nações Unidas como o Ano Internacional das Florestas, o Congresso Nacional irá sacramentar esse atentado contra a sociedade e o Código Florestal brasileiro.

* Rogério Rocco é Mestre em Direito da Cidade e Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Natureza e trabalhou no Ministério do Meio Ambiente na gestão da Marina Silva.




terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

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Os Mitos e Verdades do Eucalipto


Os mitos e as verdades sobre o eucalipto começaram a aparecer nas décadas de 60 e 70 do século passado quando os reflorestamentos não apresentaram os resultados esperados quanto à produtividade.

O insucesso se deveu a muitos fatores, entre eles a falta de pesquisa científica sobre produtividade, planejamento inadequado do uso da terra sendo plantado em terrenos rochosos e úmidos, escolha inadequadas das espécies a serem plantadas para cada região do País, uso de técnicas inadequadas de implantação e uso de fertilizantes e falhas na política, na legislação e na fiscalização.

Somando tudo isso à falta de informações e a pouca divulgação dos órgãos de imprensa incentivou o aparecimento dos mitos e mentiras sobre o eucalipto.

A primeira dela e mais divulgada é de que o eucalipto seca o solo. Esta afirmação é falsa.

Ele retém menos água que as matas nativas que tem as copas maiores, permite que a água chegue ao solo mais rapidamente por ter menos folhagem, que também diminui a evaporação pra atmosfera, tem uma capacidade de absorver mais água na época das chuvas e menos na época da seca, suas raízes não ultrapassam dois metros e meio, portanto não chegam aos lençóis freáticos e consome bem menos água que uma plantação de cana-de-açúcar, de café, de soja, de arroz até da carne de frango e da carne de boi.

Estudos recentes revelam que o eucalipto é muito eficiente no aproveitamento da água. Enquanto um litro produz 2,9 gramas de madeira, a mesma quantidade de água produz apenas 1,8 gramas de açúcar, 0,9 gramas de grãos de trigo e 0,5 gramas de grãos de feijão.

A afirmação de que o eucalipto empobrece o solo também é falsa, pois quase tudo que ele retira ele devolve. Após a colheita, cascas, folhas e galhos que possuem 70 por cento de nutrientes da árvore, permanecem no local e incorporam-se ao solo como matéria orgânica, além de contribuir para o controle da erosão.

Também é comum ouvirmos que o eucalipto gera um deserto verde. Afirmação também falsa. Por ter de deixar parte da área da propriedade para reserva legal e área de proteção permanente, o eucalipto e os sub-bosques formam um corredor para áreas de preservação e criam um habitat para a fauna, oferecendo condições de abrigo, de alimentação e mesmo de reprodução como demonstram estudos feitos pela Klabin e Aracruz.

Esta certo que elas não abrigam uma biodiversidade tão grande como nas florestas naturais, mas a prova está aí: estes animais foram gravados nas florestas plantadas da empresa Ramires Reflorestamentos em Mato Grosso do Sul.

Outra afirmação falsa é de que o eucalipto gera poucos benefícios sociais e econômicos nos municípios. Quando manejados de forma adequada gera tanto benefícios como outro empreendimento rural, a começar pelo grande número de empregos diretos e indiretos que gera tanto nos viveiros como na implantação e manutenção das florestas. Além disso, gera recolhimento de impostos, investimentos em infra-estrutura, consumo de bens de produção local, fomento a diversos tipos de novos negócios e iniciativas na área social como a construção de casas, postos de saúde e escolas.

Somado a todas estas informações que passamos é bom sempre lembrar que um hectare de eucalipto consome 10 toneladas de carbono da atmosfera por ano, contribuindo para a diminuição da poluição, o aquecimento global e combatendo o efeito estufa. Em resumo, mais do que ser um negócio rentável e produtivo, as plantações de eucalipto têm cumprido seu papel fundamental de reduzir a pressão sobre as matas nativas, ainda muito usadas no consumo de carvão vegetal, móveis e madeira sólida.
créditos, link aqui.


Fonte: Painel Florestal

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Fruta no pé, dentro de casa

Escrito por Flávio Augusto




Numa época em que as moradias estão cada vez mais compactas, a solução para cultivar a sua própria árvore é o plantio em vasos; coloque um pouco mais de verde no seu lar!






Seu sonho sempre foi ter um pomar, repleto de árvores, para tirar a fruta direto do pé. O sonho, no entanto, acaba quando você chega à pequena varanda do seu apartamento. Hoje em dia, as moradias na cidade grande estão cada vez menores, mais compactas.


Mas isso não quer dizer, necessariamente, que você não possa ter uma árvore em casa.


Muito pelo contrário.


A saída nestes casos é o plantio das mudas em vasos. Mesmo em espaços reduzidos, elas podem se desenvolver muito bem, basta adotar uma série de cuidados em seu manejo.


Em primeiro lugar, é preciso escolher bem qual tipo de árvore plantar. Embora, a princípio, todas elas possam ser cultivadas desse modo, o recomendável é que a espécie seja de pequeno porte e fácil de manusear, sem a necessidade de tantos cuidados.


Pés de Romã, Limão, Pitanga, Jabuticaba, Acerola, Goiaba da serra, Araçá, Cabeludinha e Goiaba são ótimos exemplos de árvores frutíferas que se adaptam bem a esse tipo de espaço.





Além disso, o vaso no qual a muda será cultivada também precisa ser adequado: o material não interfere no desenvolvimento da planta, mas é preciso que ele tenha um dreno para escoamento da água. Já com relação ao tamanho, o vaso deve ter, pelo menos, 10 cm de diâmetro a mais que o torrão da muda.


É preciso também bastante cuidado e atenção com a poda, o que controla a altura e o crescimento das folhas e do caule da árvore, sempre com tesouras apropriadas. Especialistas recomendam que a poda seja feita após a época de frutificação e que os galhos sejam cortados rente ao caule, na diagonal.


Na hora de regar a sua muda frutífera, é importante lembrar que, apesar dessas espécies demandarem água em abundância, a terra não pode fica encharcada. A dica é regar de três a quatro vezes por semana no verão e, no inverno, duas vezes. Ou sempre que a superfície da terra estiver ligeiramente seca, deixando o excesso de água escoar pelo dreno do vaso.


Não se deve esquecer, ainda, que o ambiente no qual a árvore vai ficar precisa ser bastante arejado e receber a luminosidade adequada, de acordo com as exigências de cada espécie.


Tomados todos esses cuidados, a sua árvore pode crescer cheia de saúde, mesmo que dentro de casa! E todos os materiais necessários para o início do plantio, você encontra no Click Mudas, desde o vaso até a muda que dá a sua fruta predileta!


Acesse e coloque um pouco mais de verde dentro do seu lar!
créditos,link aqui.