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terça-feira, 8 de maio de 2012

O Mundo foi tecido por um Criador.

08/05/2012


"Não somos donos da teia da vida, mas um de seus fios”













Moura Tukano

O Mundo foi tecido por um Criador. Sem limites e sem fronteiras. Nossos atos têm conseqüências imediatas por sermos fios dessa teia. Ele deu-nos a cada um a porção de responsabilidade própria de conduzir o seu fio de modo a garantir a sintonia com os demais, proporcionando todo o possível para a Teia se manter sólida, aconchegante, prazerosa. Bem tecida com amor, fartura e musicalidade ela foi deixada começada no Plano Original para Mãe Terra.

Uma Teia bem tecida, com a beleza da matéria-prima que inclui as cores, os rumores, os aromas, os sabores e as notas musicais e todos os elementos proporcionados pela Mãe-Terra com as garantias do seu Fundador, depende muito da solidez e da responsabilidade própria de cada fio que fará a segurança, a proteção e a manutenção da vida num eterno movimento comemorado em cada fase da Lua. Em cada plantio, cada colheita, cada dança, cada noite de luar. Nos acasalamentos e nos nascimentos. Nas festas da despedida e na grandeza da continuidade em todas as estações do tempo e do espaço.

Quando um fio irresponsável se rompe, certamente enfraquecerá ou afetará outros sensivelmente ao redor. Cada abandono é um fio rompido. Cabe ao homem manter limpo e fortalecido este elo inato. Isto se chama dignidade, integridade. Isto também se chama: alimentar o espírito. Urge de cada um a conservação fundamental da Teia, matriz que os ancestrais passaram de geração a geração.

São fios que ligam o passado ao futuro e que estão nas mãos do presente. Eles não podem se romper. São permanentes. São guardados na área sagrada da memória e no porta-jóias do coração. São sementes escolhidas bem embaladas no cantinho sagrado aguardando o êxtase da fecundação. Fio que começa como cordão umbilical oxigenando a vida. Guardá-los, é responsabilidade de cada um. A história não pode ser interrompida tragicamente por causa do rompimento de qualquer fio. O tênue fio de uma teia possui a força do Grande Tecelão, o Grande Espírito. Cabe a nós, que viemos como sementes guardadas e amadas, a responsabilidade de produzir sementes puras para o equilíbrio, paz, alegria desta teia formada por três inesquecíveis tempos da eternidade: o passado, o presente e o futuro. Não saia da Teia. E ajude a tecê-la cada vez que um fio pueril, doente ou enfraquecido precisar de você.

9º Encontro Nacional de Escritores e Artistas Indígenas - 2012 – Abril - FNLIJ - RJ

Foto: Roní Wasiry Guará

 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Bendita é entre as florestas: Caatinga, artigo de Cristiano Cardoso Gomes

[EcoDebate] Quando se fala em florestas, a maioria das pessoas logo lembra a Amazônia, a outros veem a memória a Mata Atlântica, a alguns o Cerrado, um ou outro se lembra da Caatinga.
Não é raro questionar se a Caatinga é floresta ou mata. Não é difícil ver pessoas surpreendidas quando se diz que a Caatinga é uma floresta. A Caatinga é Mata sim, inclusive na própria epistemologia do nome, quando os reais autóctones dessa nação (os índios) definiram em Tupi esse tipo de vegetação como Mata Branca. O branco em função de a mesma perder as folhas e ficar com aspecto acinzentado e esbranquiçado.
Não é raro exibir a Caatinga no período que está sem folhas, relacionando sua imagem a aridez e a fome, a um ambiente estéril, pobre, miserável e de baixa diversidade.
A apologia é sempre para uma vegetação degradada, esgotada, paupérrima, cuja solução é transpor rios, e assistir o povo com bolsas. Raramente diz-se que a Caatinga é o único domínio vegetacional (bioma) exclusivamente brasileiro, e seu potencial e pouco demonstrado.
A Caatinga é reconhecida pela Conservation International como uma das 37 grandes regiões naturais do Planeta, pois apresenta um conjunto único de espécies e características ecológicas, sendo então considerada como uma das regiões de altíssima prioridade para a conservação. Já a Organização das Nações Unidas paraaEducação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reconheceu a Caatinga como um ecossistema importante para a conservação, incluindo-a como uma Reserva da Biosfera. O programa de Reserva da Biosfera procura meios de reconciliar a conservação da biodiversidade com o seu uso sustentável, e estimula que países proponentes se responsabilizem em manter e desenvolver essa reserva.
Mesmo sofrendo os efeitos da antropização e das longas estiagens, a Caatinga possui uma rica diversidade ainda a ser estudada, inclusive no que se refere ao conhecimento local sobre os recursos vegetais, bem como os usos que as populações humanas faziam, fazem e poderão fazer dos recursos (SAMPAIO & GAMARRA-ROJAS, 2002).
Apesar dos altos níveis de biodiversidade – incluindo 932 espécies de plantas, dos quais 318 são espécies endêmicas, 187 tipos de abelhas, 240 espécies de peixes, 62 famílias e 512 espécies de aves e 148 espécies de mamíferos – a caatinga é mal protegida (GIULIETTI et al., 2004). A Caatinga representa o menor número de áreas protegidas, e a menor área protegida total de qualquer outro bioma brasileiro (LEAL et al. 2005).
Nesse ano, o semiárido e o domínio vegetacional têm sido impactados por uma grande estiagem, e enquanto a terra racha e os agricultores têm o olhar perdido diante de uma severa seca, a Caatinga esverdeia e reflete o sol. Enquanto governadores, ministros e até a presidenta buscam combater a seca como um exercito ensandecido, a caatinga flora e frutifica como se quisesse falar.
A vegetação foi e sempre será ao sertanejo, um banco, seja à alimentação de seus animais seja da extração de frutas, fibras, cascas, retirada de lenha para cocção de seu alimento ou produção de carvão.
Querendo ou não, certo ou errado, sustentável ou insustentável a vegetação é usada. Contudo, os urbistas tendem a querer não enxergar, e condenar o uso, limitando-se a legislar, proibir e dificultar esse uso.
É fácil ser ecologista e defensor ambiental quando se tem comida na mesa. Difícil é assumir que importante é usar racionalmente a Caatinga. Nesse ano de seca a vegetação sustentará rebanhos, e famílias sobreviverão em função da oferta de vários produtos. A caatinga dará o pão e não permitirá que os animais e as famílias findem pela falta de alimento.
Os governantes precisam não só agir combatendo e mobilizando-se no caos, pois seca não se combate se convive. A seca não pode ser vista como um problema, pois o problema são os homens que não respeitam um ciclo natural nem a força da natureza. A seca é cíclica e só em considerar isso, já se pode pensar em atenuar seus impactos. E mesmo com toda foracidade climática, o domínio vegetacional da Caatinga resplandece nos quinhões do semiárido. Em contraponto a nossa arqueológica calamidade cíclica, acima da linha do equador há muitos invernos rigorosos, e nem por isso escuta-se falar em calamidades alimentares.
No ano em que os cultivos agrícolas pouco ou nada produzem, a Caatinga demonstra sua resilencia, expondo a sociedade que não há seca que tombe árvores formadas, que ali estão para dá frutos diversos.
Há trinta anos estudiosos diziam que em 20 ou 30 anos a Caatinga estaria dizimada, nesse período muito foi destruído, contudo a população quase dobrou, o parque industrial ampliou e o PIB e o consumo de energia quadruplicaram, com tudo isso ainda resta quase 40% da vegetação e a caatinga ainda é responsável por 30% da matriz energética nordestina.
Isso nada mais é do que a demonstração cabal de que caso haja planejamento, essa dádiva que é a Caatinga resistirá e poderá ampliar ainda mais a sua oferta, sobretudo se utilizada com princípios de produção sustentáveis.
A caatinga é um recurso natural e precisa de políticas efetivas tanto para a preservação como para conservação. O uso de florestas precisa ser pautado na escassa assistência técnica, é preciso incentivar financeiramente e tecnicamente o manejo da vegetação e a recuperação de áreas degradadas e pastagens abandonadas.
Dezenas de estudos e anos de experiência de técnicos, empreendedores, organismos nacionais e internacionais, atestam que é possível manejar a Caatinga com responsabilidade e sustentabilidade.
Os sertanejos fazem isso há séculos. Mesmo sem o uso regular da Caatinga, os sertanejos sabem as raízes que podem alimentá-los, as plantas que dão energia, que dão peso aos animais, as espécies indicadas para silagem, as que tratam enfermidades, as plantas nativas e as espécies indicadas para usos específicos, sendo a vegetação um grande shopping de produtos.
Assim, quando vejo uma carroça de mandacaru, não vejo a dizimação dos mesmos, mas, um método secular de manejo. Enxergo a ciência e a inteligência presente no sertanejo (a), e percebo que apesar da erodibilidade do conhecimento e da maçante campanha de detonação da caatinga, que a caracteriza como um ambiente hostil, os sertanejos sabem sacar sustentavelmente da natureza os recursos para salvar a si e a sua criação.
Quando um sertanejo (a) mostra como usar esses recursos, devemos construir estratégias de uso sustentável. Precisamos criar meios de garantir e ampliar a eficiência e a sustentabilidade dos recursos naturais, e não espalhar em redes sociais que estão acabando com os mandacarus, que é uma desgraça, que tudo está condenado, que é o fim. Pelo contrário, é o começo, o caminho e a saída. É assim que se convive, pois isso é conviver. O que é bem diferente do combater, tática comumente usada pelo Estado.
Estratégia é conviver, e é isso que deve ser valorizado, buscado e realizado. A vegetação nos ofertam meios diversos, basta saber colher.
É por subsidiar, ser resiliente, biodiversa, múltipla e única, que a Caantiga é bendita entre as florestas.
*
Bibliografia citada:
CONSERVATION INTERNATIONAL, 2003. Grandes Regiões Naturais: as últimas áreas silvestres da Terra. Encarte em português. 36p. Disponível em formato eletrônico: http://www.conservation.org.br/publicacoes/files/ capa_grandes_regioes.pdf
GIULIETTI, A. M., ET AL. Diagnóstico da vegetação nativa do bioma Caatinga. Pages 48–90 in J. M. C. Silva, M. Tabarelli, M. Fonseca, and L. Lins, editors. Biodiversidade da Caatinga: áreas e ações prioritárias para a conservação. Ministério do Meio Ambiente, Brasília, 2004.
LEAL, I.R., DA SILVA, J.M.C., TABARELLI, M., AND LACHER T.E.JR. 2005. Changing the course of biodiversity conservation in the Caatinga of Northeastern Brazil. Conservation Biology 19: 701-706.
SAMPAIO, E. V. S. B. & GAMARRA-ROJAS, C. F. L.2002. Uso das plantas em Pernambuco. En: TABARELLI, M., SILVA, J. M. C. (org.) Diagnóstico da biodiversidade de Pernambuco. 633-645. Editora Massangana. Recife.
Cristiano Cardoso Gomes é Engenheiro Florestal e Licenciado em Ciências Agrícolas, Mestrando em Ciências Florestais pela UFRPE.
EcoDebate, 02/05/2012
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Descarte correto do lixo eletrônico requer engajamento das empresas brasileiras

O serviço de logística reversa em relação ao lixo eletrônico ainda não foi absorvido pela maioria das empresas brasileiras. “Temos empresas que já oferecem o serviço de logística reversa de eletrônicos e temos empresas que ainda não fazem”, disse à Agência Brasil o diretor do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), André Vilhena.
Por isso, segundo ele, a recomendação do Cempre aos consumidores é que no ato da compra, além de qualidade e preço, “ele inclua no critério de compra uma opção que a empresa dê para o fim da vida útil do aparelho”. Vilhena explicou que esses programas variam hoje de acordo com a característica do equipamento eletroeletrônico. “Aí estão incluídos, por exemplo, computadores, pilhas, celulares”.
Se o fabricante já oferece o serviço, o consumidor terá, ao final da vida útil do aparelho, a opção de devolvê-lo a uma rede autorizada ou encaminhá-lo por correio, com porte pago. É preciso ver no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa ou no manual de instruções qual é a alternativa, indicou o diretor.
Em relação a celulares, Vilhena disse que todas as operadoras atualmente recebem aparelhos e carregadores nos próprios pontos de venda. Os produtos são encaminhados depois para reciclagem no Brasil ou no exterior, dependendo de sua característica. “Mas nem todos os fabricantes fazem isso. Então, o que nós recomendamos é que o consumidor faça a diferenciação na compra também considerando esses aspectos”.
Não há ainda números que tracem um retrato da produção e do descarte de lixo eletroeletrônico no Brasil. André Vilhena analisou que os dados disponíveis até o momento, que foram divulgados em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU), não podem ser extrapolados para o Brasil porque tiveram como foco apenas a cidade de Belo Horizonte.
Ele ressaltou que ainda não é um hábito do consumidor brasileiro devolver o equipamento fora de uso ao fabricante. “Depende do livre arbítrio dele”, declarou. Por isso, disse ser difícil ter uma estatística sobre devolução, porque o hábito é pouco comum no país. Para André Vilhena, é importante que sejam feitas campanhas para orientar o consumidor de que existe a possibilidade de devolver o equipamento à empresa produtora.
O diretor do Cempre destacou, também, a importância de saber manusear o produto ao fim de sua vida útil. Para isso, existem cursos oferecidos pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que orientam e habilitam quem trabalha no ramo de comércio de sucata para que aprenda a manusear equipamentos eletroeletrônicos de forma adequada.
Na visão de Adriana Charoux, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), “a atual forma de gestão dos resíduos repete uma lógica de exclusão, de favorecimento de grupos empresariais poderosos e não a população de uma forma geral”. Por isso, ela considera fundamental que os governos invistam em uma política de fortalecimento das cooperativas de catadores de material reciclável, de modo a assegurar trabalho decente para essas pessoas, além de incentivar o consumo responsável.
No caso de pilhas e baterias, que contêm metais pesados, o Idec alerta que elas não podem ser descartadas junto com o lixo doméstico, porque contaminam o meio ambiente. O ideal, recomenda, é procurar um posto de coleta apropriado. Algumas instituições já desenvolvem programas nesse sentido, no país.
Um deles é o Papa-Pilhas, criado em 2006 pelo Banco Real, hoje Santander, que já recolheu e reciclou até o ano passado mais de 589 toneladas de materiais, como pilhas, baterias portáteis, celulares, laptops, câmeras digitais e outros aparelhos eletrônicos. A reciclagem é feita por uma empresa especializada e licenciada. Os custos de coleta, transporte e reciclagem são arcados pelo Santander. Atualmente, o programa contabiliza cerca de 2,8 mil postos de coleta instalados em agências da instituição, em todo o país.
Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil



sábado, 7 de abril de 2012

Projeto de porto em Maricá causa polêmica



Possibilidade de danos às praias da região preocupa ambientalistas; Angra teme perder receita para novo terminal

Publicado:


A Praia do Sossego, em Jaconé, Maricá, onde deverá ser erguido onovo porto: investimento de R$ 5,4 bi
Foto: Márcia Foletto / O Globo

A Praia do Sossego, em Jaconé, Maricá, onde deverá ser erguido onovo porto: investimento de R$ 5,4 bi Márcia Foletto / O Globo
RIO - A construção de um megaempreendimento na área petrolífera, que já está sendo chamado de Porto do Pré-Sal e poderá ser erguido em Jaconé, distrito de Maricá, com recursos privados e apoio do governo do estado e da prefeitura local, está no centro de uma polêmica envolvendo ambientalistas. Eles temem danos às praias da região. Além disso, o assunto mobiliza o município de Angra dos Reis, que teme perder parte de sua receita caso o projeto saia do papel. Enquanto Maricá luta pela construção do Terminal Ponta Negra (TPN), orçado em R$ 5,4 bilhões, Angra dos Reis defende que o Terminal da Baía da Ilha Grande (Tebig), em seu território, seja ampliado, a um custo de R$ 2 bilhões.
Ambientalistas vão fazer manifestação no sábado
Os dois projetos, o de Angra e o de Maricá, incluem investimentos em tecnologia moderna contra vazamentos de óleo. A previsão é que o novo porto tenha capacidade para receber por dia 850 mil barris de petróleo, 40% da produção do país. Preocupados, ambientalistas, moradores, veranistas e surfistas contrários ao empreendimento vão fazer uma manifestação no sábadp na Praia de Jaconé. De mãos dadas, eles vão dar um abraço simbólico na praia.
— As praias da Reserva e do Sossego são berçários de baleias jubarte e golfinhos. Somos contra o porto porque ele vai agredir não somente as praias, mas a vegetação de restinga — disse o diretor de Meio Ambiente da Associação de Moradores de Jaconé, Jorge Murilo Rodrigues de Moraes.
Secretários terão que explicar empreendimento
Os secretários estaduais do Ambiente, Carlos Minc, e de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno, foram convocados para explicar o projeto do megaporto na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. O objetivo da DTA Engenharia, responsável pelo projeto, é inaugurar o empreendimento em 2015, junto com o Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj).
— O Tebig existe em Angra dos Reis há 40 anos sem registro de acidentes — disse o deputado federal Fernando Jordão (PMDB-RJ), ex-prefeito de Angra e autor da convocação dos secretários. — Os navios e plataformas que ficam fundeados perto da Lagoa Azul não têm nada a ver com o Tebig. São embarcações que estão ali, com licença do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), para reparos no estaleiro Brasfels. Os navios da Transpetro ficam fundeados na Ponta do Acaiá, na direção do oceano.
A polêmica levou vereadores, secretários municipais, deputados, sindicalistas, empresas e associações de moradores a se reunirem no início da semana, na Câmara de Angra, onde foi lançado o movimento "O Tebig é nosso", com apoio do prefeito Tuca Jordão.
— A Petrobras garante que o Tebig não vai fechar, mesmo que outro terminal seja construído. Mas, a partir do momento em que a Petrobras decide que não vai mais ampliar, o Tebig está fadado a fechar — disse Jordão.
Minc: porto não será ampliado para preservar baía
Minc disse que o veto à duplicação do Tebig é uma decisão conjunta das secretarias do Ambiente e de Desenvolvimento Econômico, com aval do governador Sérgio Cabral. Segundo Minc, ainda não chegou à sua secretaria o pedido de licenciamento do porto de Maricá.
— Não vamos retirar o Tebig de Angra, mas não deixaremos duplicar o número de petroleiros navegando na baía mais preservada do Rio (a da Ilha Grande). Não vamos permitir que a Baía da Ilha Grande fique igual às baías da Guanabara e de Sepetiba, que estão totalmente degradadas — disse Minc.
O prefeito de Maricá, Washington Quá Quá, disse que foi a prefeitura que procurou investidores para construir o porto em Jaconé. Ele disse que o desemprego é o maior problema da cidade e que o complexo vai gerar quatro mil postos de trabalho diretos e 12 mil indiretos. O município contratou uma empresa para fazer o estudo de impacto ambiental, que deve ficar pronto até julho. Washington negou que o porto terá impacto no litoral de Maricá:
— É mentira que Jaconé seja berçário de baleias. Elas procuram áreas abrigadas no litoral de todo o Brasil. Do ponto de vista ambiental, é mais lógico construir um porto em mar aberto do que numa baía, como é o caso de Angra.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/projeto-de-porto-em-marica-causa-polemica-4509979#ixzz1rNFDBBFb
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Identifique fornecedores e materiais sustentáveis

Identifique fornecedores e materiais sustentáveis

Para facilitar a identificação de fornecedores e materiais sustentáveis a CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável) disponibiliza uma ferramenta online que resume em 6 passos o que deve ser analisado nas empresas. Confira o resumo das dicas do CBCS:
Passo 1 – Formalidade
Verificar a formalidade da empresa fabricante e fornecedora acessando o site da Receita Federal por meio do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas. Se o CNPJ não é válido significa que o imposto não está sendo recolhido ou que a empresa não tem existência legal.
Como encontrar o CNPJ da empresa: Ele deve estar impresso na embalagem, no produto ou na nota fiscal. Caso não esteja disponível (produtos vendidos em quantidades menores que a embalagem do fabricante ou a granel, por exemplo), é necessário consultar a revenda, o importador ou o fornecedor.
Produtos importados: É fornecido o CNPJ da empresa importadora ou distribuidora e não do fabricante. Neste caso, é possível que a fabricante do produto seja informal.
Passo 2 – Licença Ambiental
Nenhuma atividade industrial pode operar legalmente sem licença ambiental, concedida pelo órgão ambiental estadual. A existência da licença não é garantia contra impactos ao meio ambiente, mas a sua ausência praticamente elimina qualquer possibilidade de respeito à lei.. Alguns órgãos da federação possibilitam a consulta através do nome completo da empresa e da unidade da federação, enquanto outros órgãos exigem o fornecimento do número do processo de licenciamento. Caso o órgão da federação só possibilite a consulta da licença ambiental através do número do processo, solicite ao fabricante uma cópia da licença ou número do protocolo e confirme a validade.
Passo 3 – Questões sociais
O trabalho infantil, o trabalho escravo, o trabalho em condições precárias de higiene, com jornadas excessivas e sem alimentação adequada devem ser combatidos. Produtos nacionais e importados que empreguem mão de obra nessas condições devem ser evitados e banidos do mercado.
Listas de empresas nacionais autuadas por exploração de mão-de-obra infantil (MTE)
Lista dos empregadores que mantiveram ou mantém condições de trabalho inadequadas: trabalho escravo, condições precárias de higiene ou alimentação inadequada (Repórter Brasil eUnited Nations Global Compact)
Passo 4 – Qualidade e normas técnicas do produto
A baixa qualidade dos produtos é uma fonte importante de desperdício. Produtos que não apresentam desempenho adequado acabam sendo substituídos, gerando custos e resíduos. As normas técnicas são o critério mínimo de qualidade vigente e seu respeito é obrigatório no Brasil. Verifique se o fornecedor está na lista de empresas qualificadas pelo PBQP-H, um programa do governo federal que acompanha a qualidade de um grande número de setores, a relação dos fabricantes que produzem em conformidade e não conformidade às normas técnicas da ABNT.
Passo 5 – Perfil de responsabilidade socioambiental da empresa
A Responsabilidade Social Empresarial (RSE) está além do que a empresa deve fazer por obrigação legal. A Responsabilidade Social é a tradução e incorporação dos valores e compromissos das empresas em todas suas formas de relações em seus negócios. Podemos dizer que a RSE pode promover negócios sustentáveis, que por sua vez, são conscientes dos impactos positivos e negativos no campo econômico, social e ambiental, sejam eles gerados pelo negócio ou pela sociedade, procurando gerenciar os riscos e as potencialidades ou oportunidades que estão presentes na empresa e na sociedade.
A sustentabilidade não está só na empresa ou na sociedade, com os patrões ou com empregados, com as pessoas ou com o meio ambiente, mas nas relações que se estabelecem em todos os níveis e em toda cadeia do negócio. Portanto, a melhor forma de avaliar a RSE de fornecedores é através do relacionamento e de toda forma de realizar o negócio. É assumir uma co-responsabilidade dos insumos e serviços adquiridos, assim como tornar sua própria prática transparente para a sociedade.
Fonte: Atitude Sustentável
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Intercâmbio para a susentabilidade


Portland (EUA) e empresas brasileiras firmam acordo para exportação de tecnologia

20/02/2012 - 07:09
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O município de Portland, que tem o título de Cidade Verde dos Estados Unidos, quer exportar sua tecnologia de sustentabilidade para o Brasil e incentivar empresas brasileiras de negócios sustentáveis a se instalar lá.
Nesta semana, a Prefeitura da cidade americana assinou um protocolo de intenções com a consultoria brasileira Sustainable Hub, que deve intermediar as negociações entre empresas interessadas neste intercâmbio.
A cidade mais importante do estado do Oregon exporta mais de US$ 22 bilhões por ano e é a segunda região que mais cresce naquele País. Sete empresas locais reuniram-se com a consultoria, após a assinatura do acordo entre o prefeito de Portland, Sam Adams, e os brasileiros.
“Todas desejam desenvolver algum tipo de negócio ou parceria no Brasil. Há uma necessidade de tecnologias inovadoras em nosso país e Portland pode fornecer isso. Assim como pode contribuir com empresas brasileiras de negócios sustentáveis”, diz Antonio Lombardi, sócio da Sustainable Hub.
Uma dessas empresas é a Lucid Energy, que desenvolveu um sistema de geração de energia através de pequenas turbinas instaladas em tubulações de água ou esgoto. “Esperamos começar a produzir para o Brasil já este ano”, disse Gregg Semler, presidente da Lucid.
Outras empresas de Portland interessadas no acordo são a Porteon, que produz veículos elétricos e já busca um parceiro brasileiro, a Agilyx, que transforma resíduos de plástico em óleo sintético, e a RedCloud, que converte motores de automóveis a combustão para elétricos.
Entre as empresas brasileiras que querem firmar parceria com Portland está a TecVerde, fabricante de paredes de madeira, que diminuem o consumo de energia das casas e geram 80% menos resíduos sólidos na construção.
“Temos a intenção de ganhar dinheiro, sim, mas há algo mais. Nós acreditamos em algo em que Portland também acredita”, afirma Altair Assumpção, sócio da Sustainable Hub, ao lado de Lombardi e de Marcelo Tôrres.
Os três foram pioneiros em criar uma área de análise de Negócios Sustentáveis em um banco brasileiro, o Real. No ano passado deixaram o mercado financeiro para criar a consultoria.
Os contatos dos consultores com o prefeito de Portland começaram na Conferência C40, realizada em São Paulo no ano passado, reunindo as 40 maiores cidades do mundo em discussões sobre meio ambiente.  

domingo, 19 de fevereiro de 2012

CONDUTA CONSCIENTE em ambientes naturais


Bem-vindo à natureza !

Como você, milhares de pessoas procuram os ambientes naturais para atividades de lazer que vão desde um simples passeio até a prática de esportes como caminhadas, o montanhismo, a canoagem, a exploração de cavernas, o mergulho e muitos outros. A proteção e a conservação desses locais, onde a natureza precisa ser tratada com cuidado e respeito, depende muito do seu comportamento.
Você pode evitar o impacto da poluição e da degradação das áreas que freqüenta. Basta seguir as recomendações apresentadas nesse folheto. São atitudes simples que ajudam a proteger o meio ambiente, dão maior prazer à sua visita e previnem acidentes, que nesses lugares afastados podem ter graves conseqüências.
Seguindo os oito princípios de mínimo impacto e divulgando o conteúdo dessa publicação, você estará ajudando a preservar os lugares que vem desfrutando hoje, mantendo-os sempre na melhor condição para você e para os demais visitantes. Lembre-se: mínimo impacto é uma questão de atitude!
 Traga seu lixo de volta
>> Não queime nem enterre o lixo. Se você pode levar uma embalagem cheia para um ambiente natural, pode trazê-la vazia na volta.
>> Utilize as instalações sanitárias que existem. Caso ão tenha banheiros ou latrinas na área, cave um buraco com 15 centímetros de profundidade, a pelo menos 60 metros de qulquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, onde não seja necessário remover a vegetação.
>> Não use sabão ou detergentes nem lave utensílios e panelas em fontes de água.
Deixe cada coisa em seu lugar

>> Resista à tentação de levar " lembranças" para sua casa. Deixe flores, pedras, conchas, onde você as encontrou para que outros também passam apreciá-las .
>> Tire apenas fotografias, deixe apenas suas pegadas, mate apenas o tempo e leve apenas suas memórias.
6. Tome extremo cuidado com o fogo
 
Fogueiras enfraquecem e poluem o solo, além de apresentarem alto risco de incêndios florestais.
>> Para cozinhar, utilize um fogareiro. Os fogareiros modernos são veles e fáceis de usar. Cozinhar com um fogareiro é muito rápido e prático que acender uma fogueira.
>> Para iluminar, utilize uma lanterna.
7. Respeite os animais e as plantas
>> Observe os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequeno animais. Além disso, animais silvestres pode transmitir doenças graves.
>> Não alimente os animais. A alteração de hábitos alimentares podem prejudicar a saúde da fauna. Acostumando-se a encontrar comida onde há gente, muitos animais passam a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros equipamentos. Eles também podem se tornar agressivos na busca de comida.
8. Seja cortês com a população local e com outros visitantes
>> Evite barulho e música alta. Desta forma, você não perturba a fauna e os visitantes, além de preservar a tranquilidade e a sensação de harmonia que a natureza favorece.
>> Deixe animais doméstico em casa.
>> Dê preferência dos serviços locais de hospedagem, transporte, alimentação e outros.
>> Trate os moradores da área com cortesia e respeito.
>> Colabore com a educação de outros visitantes, divulgando os princípios e as práticas de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.

Fonte:
Texto do folheto do Programa Conduta Consciente em
Ambientes Naturais do Ministério do Meio Ambiente
e do CEU - Centro Excursionista Universitário.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Meio Ambiente Urgente!

Desenvolvimento
Divulgação
Por Planeta Sustentável link aqui

TENDÊNCIAS

Helio Mattar: o futuro do consumo e a Rio+20

Pelo segundo ano consecutivo, o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e o Worldwatch Institute (WWI) selaram parceria para publicação do relatório Estado do Mundo em língua portuguesa. O lançamento da edição 2011 ocorreu em outubro. Nesta entrevista, Helio Mattar, presidente do Akatu e conselheiro do Planeta Sustentável, fala sobre os resultados deste trabalho e também sobre suas expectativas para a Rio+20, as novas normas do Conar para a publicidade de sustentabilidade e sobre o consumidor do futuro, em uma economia verde

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Quais os resultados mais importantes do relatório "Estado do Mundo 2011"? As inovações para manter o homem no meio rural e garantir a sustentabilidade no campo são os temas centrais do relatório anual Estado do Mundo de 2011 - Inovações que Nutrem o Planeta* (leia a reportagem Estado do Mundo 2011: inovações que nutrem o planeta). Eu diria que ele é importante em vários aspectos, a começar pelos desafios que aponta para a humanidade. Afinal, quase um bilhão de pessoas ainda passam fome enquanto um terço dos alimentos é desperdiçado. Além desse urgente desafio social, temos desafios econômicos e ambientais gigantescos, como a substituição dos combustíveis fósseis, a garantia de água para o consumo atual e futuro, a preservação e melhoria de solos agricultáveis, os sistemas de escoamento e distribuição da produção.

Mas, felizmente, o relatório indica também que há condições de produzir suprimentos adequados em termos de alimentos saudáveis e, ao mesmo tempo, promover a regeneração ecológica, melhorar a justiça social e combater globalmente o aquecimento do planeta e as mudanças climáticas. Executar as mudanças necessárias exige conscientização e mobilização dos cidadãos, cooperação dos diversos agentes econômicos e sociais, firme compromisso e determinação política, a partir de uma compreensão clara das origens da pobreza e da fome e, naturalmente, de uma forte disposição para mudar.

Em um mundo de 7 bilhões de pessoas, será possível atender a maior demanda de consumo sem pressionar ainda mais o planeta? O atual padrão de produção de bens e serviços é comprovadamente insustentável. O modelo de consumo, baseado no padrão das economias mais desenvolvidas, se fosse estendido a toda a população da Terra, exigiria mais de cinco planetas para satisfazer tal intensidade.

Hoje, em recursos renováveis, já consumimos 50% a mais do que o planeta consegue repor. E isso quando apenas 16% da população mundial é responsável por 78% do consumo total. Ainda assim, ao buscarmos modelos de produção e consumo diferentes - é para isso que o Akatu trabalha -, será possível fazer a transição para uma sociedade mais sustentável, seja do ponto de vista do equilíbrio ambiental como da justiça social, contemplando a inclusão de todas as pessoas num padrão digno de vida plena de sentido.

Penso que essa sociedade sustentável conseguirá fazer a transição do padrão de consumo excessivo e grandes desperdícios de hoje para um padrão de suficiência no consumo:
- de produtos descartáveis para duráveis;
- de produção fortemente globalizada para maior produção local;
- da posse individual de bens para o uso compartilhado dos mesmos;
- da produção baseada no fóssil para o renovável;
- do descarte de resíduos, como se fossem lixo, para sua reutilização e para a reciclagem;
- do tóxico para o não tóxico;
- do material para o virtual;
- do diluído para o concentrado e
- do desperdício para o aproveitamento integral de todos os recursos.

Além da escolha consciente, o consumidor precisa rever o alto desperdício. É simples combatê-lo? Embora, ao final das contas, a decisão seja do consumidor, a tarefa de reduzir o desperdício, no sentido de não comprar ou usar mais do que o necessário, depende de ações que não são empreendidas diretamente por ele. Como exemplo, é necessário incluir no processo educativo uma preparação para o consumo consciente, de forma a criar, já nas crianças, valores de sustentabilidade que possam apoiar as decisões de consumo pelo resto da vida. A atuação dos governos, no sentido de inovar em

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

DIA MUNDIAL DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL 26 DE JANEIRO


DO BLOG "GRUPO ECO ARTESÃS" 

Duas datas importantes são comemorados neste mês de janeiro: Dia Mundial da Educação Ambiental e Dia Mundial para a redução das emissões de CO2. Vamos conhecê-las :
26 de janeiro - Dia Mundial da Educação Ambiental
Este é o primeiro aniversário de importânciaecológica no ano. Sua origem data de 1975, que decorreu em Belgrado, o Seminário Internacional sobre Educação Ambiental, um convite a participação de especialistas de mais de 70 países, entre os quais aEspanha foi a única ausente neste encontro. 



Este seminário definiu os princípios da Educação Ambiental no âmbito de programas das Nações Unidas. Ele foi lançado como resultado desta importante convenção da Carta de Belgrado, que incorpora as exigências fundamentais da Educação Ambiental.
Alguns dos principais destaques foram: promover a conscientização, educar com um conhecimento básico de gestão ambiental, fomentar a participação cidadã e desenvolver atitudes positivas junto ao meio ambiente. Sublinhou também que a educação deveria ir além do Sistema de Ensino Formal Ambiental e alcançar o público em geral.

28 de janeiro - Dia Mundial para a Redução de 
Emissões de CO2 :

Emissões de CO2 (dióxido de carbono) são um dos maiores flagelos que afligem o nosso planeta. Como todos devem saber, isto ocorre principalmente devido ao uso de combustíveis fósseis, causando o aumento da temperatura do nosso planeta devido aos gases, gerando o efeito estufa.

A celebração do Dia Mundial para a Redução das emissões de CO2 a cada ano busca aumentar a conscientização sobre esta grave situação e incentivar a realização de políticas para redução destas emissões de gases que causam o efeito estufa.
O consenso mundial é a busca em multiplicar o investimento e o desenvolvimento de energias renováveis, tornar o combustível mais limpo, mais eficiente, criar mais produtos ecologicamente corretos, torná-los tendências de consumo e criar uma mudança de comportamento através da consciência. O foco principal dessas políticas a nível global é o Protocolo de Quioto, discutido e negociado em Quioto no Japãoem 1997.
Imagens: Google - Fonte: Grupo Ecoartesas

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Bueiros inteligentes podem diminuir enchentes e acúmulo de lixo



CidadeMarketing com informações da EcoD
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
A-
A+


E o material recolhido nos bueiros poderão ter como destino a reciclagem.

Redação


Um novo modelo de bueiro criado por uma empresa visa reduzir as enchetes e o acumulo de lixo que acabam entupindo os bueiros e chegando nos rios e córregos. A tecnologia está sendo testada por algumas subprefeituras do estado de São Paulo e cidades do interior. O sistema é composto por um software e um filtro. O filtro é instalado no interior dos bueiros e tem capacidade para armazenar 300 litros. Ele age como uma peneira, retendo os resíduos e deixando a água passar. Quando o lixo alcança 80% da capacidade, um dispositivo avisa a central, que aciona as empresas responsáveis pela limpeza. Isso impede que os bueiros fiquem obstruídos e, na hora das chuvas, agravem as enchentes.




Segundo o diretor da empresa que criou o sistema, Carlos Chiaradia, já foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões no projeto. Ele afirma que o investimento inicial é mais alto do que o de um bueiro comum "é uma solução definitiva e preventiva, não corretiva como acontece atualmente", comentou o Chiaradia ao portal Terra. O novo sistema agiliza o trabalho, uma vez que as equipes recebem informações sobre quais locais estão em situação mais crítica. Atualmente é possível recolher o lixo de 40 bueiros por dia. A partir do novo sistema, esse número pode subir para até 250. A tecnologia facilita a operação, pois exige apenas a coleta do material já armazenado nos filtros.




De acordo com Chiara o sistema poderá gerar mais oportunidades de trabalho. E o material recolhido nos bueiros poderão ter como destino a reciclagem. "O governo tem investido tanto em cooperativas de reciclagem, e um sistema de gestão dos resíduos coletados pode aproveitar essa oportunidade", afirma.




Fonte:
EcoD

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O FENÔMENO CLIMÁTICO LA NIÑA PODE DURAR MAIS QUE O PREVISTO




                              Efeitos globais do fenômeno climático La Niña. Fonte: CPTEC/INPE



La Niña pode durar até maio, dizem meteorologistas

Publicado em janeiro 6, 2012 por 
O fenômeno climático La Niña, responsável por uma forte seca neste ano na América do Sul e no sudoeste dos Estados Unidos, pode durar mais do que o previsto, talvez até maio, alertou na quinta-feira o Centro de Previsão Climática dos EUA.
“As últimas observações… sugerem que o La Niña será de fraco a moderado neste inverno (boreal), e vai continuar depois disso como um evento fraco, até que deve se dissipar em algum momento entre março e maio”, disse o CPC em seu relatório mensal. Reportagem de Rene Pastor, da Reuters.
Foi a primeira vez que o CPC cogitou a hipótese de que o La Niña persista até a primavera boreal. Os meteorologistas antes esperavam que o fenômeno, que já causa preocupação nos mercados de grãos, oleaginosas, açúcar e café, persistisse durante o inverno boreal.
No relatório anterior, o CPC (ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) disse que o La Niña perderia força no começo da primavera.
O fenômeno, que pode durar vários anos, se deve ao aquecimento anormal das águas na região equatorial do oceano Pacífico – é o contrário do famoso El Niño. Ambos causam transtornos climáticos da América Latina à Índia, e talvez também na África.
Uma seca prolongada pode causar problemas para agricultores em vários Estados dos EUA, numa faixa das Carolinas ao Kansas. Oklahoma e Texas já estão com seus solos esgotados devido à seca, e a persistência do La Niña pode significar mais uma safra ruim para o algodão texano.
Mesmo antes da divulgação do alerta do CPC, a previsão da safra argentina de milho para 2011/12 já havia sido revista para baixo por causa do La Niña. Mesmo assim, a Argentina, segunda maior produtora mundial de milho, deve colher uma safra recorde.
Na Malásia, importante exportador de óleo de palma, fortes chuvas de monções causadas pelo La Niña ameaçam prejudicar a colheita dos frutos, elevando a cotação do produto.
As chuvas no período de dezembro a março também constituem uma ameaça para os cafeicultores da Colômbia, maior produtor mundial de cafés de qualidade.
A persistência do La Niña até depois do inverno boreal também fará com que o fenômeno quase coincida com o início da temporada de furacões no Atlântico. Nos últimos dois anos em que houve La Niña, mais tempestades se formaram.
Reportagem da Reuters, no UOL Notícias.
EcoDebate, 06/01/2012
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]
LEIA MAIS:


Entenda o fenômeno oceânico-atmosférico La Niña



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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Artista transforma umidade relativa do ar do deserto em reservatórios de água

 
Postado em 27/12/2011 às 14h10
Ap Verheggen criou uma estrutura em forma de folha chamada SunGlacier, que condensará a umidade relativa do ar no deserto para criar gelo e reservatórios de água. | Imagem: Divulgação / SunGlacier
 
Construir uma geleira no deserto parece impossível, mas o artista Ap Verheggen, juntamente com especialistas da Cofely Refrigeration, realizaram com sucesso os primeiros testes para provar o contrário.
A disponibilidade de água em países do Oriente Médio é crítica. Para acabar com problemas da falta deste recurso, Verheggen criou uma enorme estrutura em forma de folha chamada SunGlacier, que condensará a umidade relativa do ar no deserto para criar gelo e reservatórios de água.
O design é inspirado em uma folha – quem melhor aproveita a energia solar. A parte superior é coberta com painéis solares com 200 m2 de superfície. A energia conduzida é usada pelos condensadores do lado oposto que resfriarão a umidade relativa do ar presente na região. A umidade do ar vai congelar na superfície, criando gelo.
Verheggen, conhecido por projetos anteriores no Ártico [que atraiu a atenção mundial], em cooperação com a Cofely Refrigeration, especialista em técnica de resfriamento, provou que é possível criar uma geleira em um deserto em uma "simulação climática".
Eles descobriram que é possível criar gelo em condições extremas de calor e seca. Usando a energia solar na forma mais adequada, ele pode até ser feito sem adição de água. Este é um passo importante para realizar o projeto.
Verheggen enfrentou derretimentos das geleiras na Groenlândia no ano passado em seu projeto anterior: Cool(e)motion. Ele questionou se era possível criar uma geleira em outro local.
Para explorar os limites do que é possível, o artista escolheu a seca extrema do deserto. A obra de arte vai retirar o necessário para produzir gelo a partir do ar. O projeto é apoiado pela UNESCO-IHE, o instituto de formação de água da ONU, do qual Ap Verheggen é o embaixador cultural.
“Nós vivemos como peixes no oceano. Só não enxergamos isso”, disse o artista. "A quantidade absoluta de água no ar de um deserto seco não difere muito dos lugares mais verdes. O conceito de umidade relativa do ar é muitas vezes errado."
A empresa de refrigeração, juntamente com Verheggen conduziram testes para provar que com a energia solar podem ser feitas quantidades enormes de gelo. "Sabíamos que era possível em teoria, agora provamos na realidade, em uma câmara climática especialmente concebida".
As condições extremas do deserto são imitadas dentro da câmara. "Os resultados nos convence de que é possível criar lotes de gelo no deserto."
O recente trabalho do artista trata a relação entre as mudanças climáticas e a cultura humana. Segundo ele, "durante o último projeto, cool(e)motion, pudemos mostrar o quão rápido a cultura dos esquimós deverá mudar como resultado das mudanças climáticas. "
Ao mesmo tempo eu quero incentivar as pessoas a permanecerem positivas sobre o nosso futuro e usar a nossa capacidade criativa para encontrar soluções. Este projeto, portanto, é o próximo passo lógico e o fato de que ele funciona é uma grande notícia. O projeto SunGlacier demonstra a conexão dinâmica entre o clima e a cultura e quer ser um símbolo de esperança e de criatividade. "Com o projeto vamos mostrar que as coisas que parecem impossíveis podem ser possíveis, mesmo com a tecnologia existente."
Depois que todos os testes forem concluídos Verheggen começará sua busca por um local. "Estou convencido de que vamos encontrá-lo em breve", disse ele.

Com informações do SunGlacier
ciclo vivo plantando notícias

Mata Atlântica terá 320 pontos estudados no próximo ano

Natureza e Paz Link aqui


Conservation International / John Martin

Objetivo é criar um inventário da biodiversidade da floresta e preservar as espécies da região
27/12/2011
Rio de Janeiro – A partir de janeiro, a Mata Atlântica fluminense vai passar por um raio X . Durante todo o ano, cinco equipes formadas por cinco especialistas da Secretaria Estadual do Ambiente farão o inventário da biodiversidade de 320 pontos da floresta em todo o Estado.
Segundo a superintendente de Biodiversidade e Florestas da secretaria, Alba Simon, o objetivo é determinar a situação real da Mata Atlântica para que possam ser implantadas políticas públicas mais efetivas de conservação da floresta.
“Vamos fazer a coleta do solo, da vegetação, a contagem de carbono no local e perguntar às comunidades próximas a esses pontos qual o uso pessoal e econômico que elas fazem dos recursos naturais da floresta, se usam a madeira para combustível, se usam ervas para a saúde. A conclusão do inventário nos dirá em que situação se encontra a Mata Atlântica”, disse Alba, ao explicar a pesquisa, que terá apoio de especialistas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
O material coletado do solo será enviado à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para análise e o da vegetação, para o Jardim Botânico. De acordo com Alba, os estudos mais atuais indicam que a Mata Atlântica tem hoje entre 21% e 27% de cobertura florestal. No entanto, são estudos feitos com base em imagens de satélite, o que dificulta estabelecer com precisão o estado da floresta.
“Nunca pisamos no solo para ver o que são esses 27%, se são um bando de jaqueiras, por exemplo. Queremos crer que não, pois são fragmentos florestais, mesmo assim, precisamos saber o que estamos preservando nas unidades de conservação”, disse ela.
A pesquisa dará prioridade às áreas de unidades de conservação e lugares onde estão programados licenciamentos para empreendimentos de grande porte. A superintendente de Biodiversidade e Florestas da Secretaria de Ambiente lembrou que existem no estado do Rio empreendimentos com grande impacto ambiental previsto para os próximos anos e disse que, com o estudo, será possível haver mais rigor no licenciamento.
“Na Bacia de São João, por exemplo, há vários projetos de grande impacto e, por isso, vamos correr e conhecer primeiro, antes de licenciar. Se o inventário tivesse sido feito antes do Comperj [Complexo Petroquímico da Petrobras], não haveria toda essa gritaria agora”, disse ela, ressaltando os impactos socioeconômicos e ambientais em Itaboraí com a implantação do Comperj, contestada por ambientalistas e moradores da região.
“Este é o marco zero de uma política séria para a conservação da biodiversidade no estado do Rio de Janeiro”, completou Alba Simon.
O estudo do Rio será o segundo inventário feito no país – o primeiro foi em Santa Catarina. A ideia é que os 15 estados que compõem a Mata Atlântica mapeiem suas florestas para criar um inventário nacional, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. O projeto custará cerca de R$ 5 milhões, com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano e do Fundo da Mata Atlântica. A meta do ministério é realizar o inventário a cada cinco anos.
A pesquisadora disse que espera com o inventário revelar um retrato fiel e cruel da Mata Atlântica, com base nos resultados de Santa Catarina. “A mata está muito rala, fragmentada, sem continuidade. O resultado foi muito ruim com relação à quantidade, qualidade, biodiversidade. Encontram mais espécies em extinção do que previam”, destacou.
Se os resultados do inventário do Rio forem similares aos de Santa Catarina, Alba defende que se tripliquem os investimentos em conservação, restauração e reflorestamento. “A biodiversidade é a espinha dorsal dos outros serviços. Sem serviço ambiental não temos nada mais”.
No dia 27 de maio de 2012, data comemorativa da Mata Atlântica, será divulgada uma prévia do censo da floresta.
Fonte: Exame.com

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ecologicamente correto

Matérias-primas ecologicamente corretas: o liocel


O poliéster reciclado, popularmente conhecido como malha pet, e o algodão orgânico são as malhas mais utilizadas pela indústria textil para os produtos ecologicamente corretos. No entanto, novas tecnologias vêm surgindo, aumentando as opções das empresas adeptas ao ecofashion. Entre elas temos o liocel, matéria-prima considerada eco friendly, cuja fibra produzida a partir de celulose natural obtida de árvores cultivadas para esse propósito.
Por ser 100% celulósica, esta fibra é obtida pela regeneração da celulose usando o solvente ecologicamente correto N-metyl morfholine oxide, que é completamente biodegradável, portanto mais viável sob o aspecto ecológico e econômico.
O processo de produção consiste em dissolver, a quente, a pasta de celulose em N-metyl morfholine oxide produzindo uma solução clara e viscosa, que é filtrada e extrusada, através de injetores de fiação, em um banho aquoso, no qual a celulose é coagulada. Posteriormente, a fibra é lavada com água para remover o óxido de amina, submetida a secagem e finalmente os filamentos são ondulados e cortados. A solução de óxido de amina, proveniente da lavagem, é purificada por evaporação para eliminar a água e reciclada para o processo. Sendo um processo em circuito fechado, mais de 99,5% do solvente é recuperado. Os resíduos são decompostos em depuradores biológicos.
O resultado final é uma malha leve, macia e com caimento perfeito, ou seja, além de entrar no conceito ecologicamente correto, o liocel é uma ótima matéria-prima para ser utilizada na confecção de artigos de moda em todos os segmentos. É a aliança entre tecnologia, moda e meio ambiente!

Imagem: Blusa em liocel drapeada da eco wish
Referência: VALLE, Maria da Conceição Gomes, et al. Uma nova geração de fibras: um estudo sobre a busca pelo conforto e redução dos impactos ambientais. Rev. Univ. Rural, Sér. Ciências Humanas. Seropédica, RJ, EDUR, v. 26,  n. 1-2, jan.- dez., 2004. p. 60-66.
Larissa Puerta e Neto Puerta – eco wish
*A eco wish tem como fornecedor as Malhas Menegotti, de Jaraguá do Sul, Santa Catarina (Lyocell by Lenzing).