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terça-feira, 26 de julho de 2011

com impacto ambiental próximo de zero

 
 Postado por Ciclo Vivo Plantando notícias.

Ecovila de Portugal é alternativa de vida
Postado em 22/07/2011 às 14h26
Tamera é uma Ecovila localizada em Portugal e funciona como um centro de pesquisa tecnológica a serviço da sustentabilidade. Nela o impacto humano na natureza é quase zero. (Imagem:Divulgação)
 
A Tamera é a primeira “Aldeia pela Paz” de Portugal. Ela nasceu em Alentejo - ao sul de Portugal em um terreno de 134 hectares e foi fundada em 1995 por Dieter Duhm, sociólogo e Sabine Lichtenfels, teóloga.
O local, também conhecido como “Biótopo de Cura”, é o centro de um novo movimento global, a partir do qual uma comunidade está a emergir. Existem diversos lugares como este espalhados pelo mundo, chamados no Brasil e em outros países de “Ecovilas”.
A Ecovila funciona como um centro de pesquisa tecnológica a serviço da sustentabilidade e nela o impacto humano na natureza é quase zero.
A Rede Global de Ecovilas (GEN, do inglês Global Ecovillage Network) também fundada em 1995, foi criada para apoiar modos de vida de baixo impacto ambiental e projetos de criação experimental.  Cada comunidade foca-se em determinado assunto, por exemplo, no hemisfério norte as comunidades recuperam terrenos degradados pela ação humana e promovem um modo de vida ecológico, no sul as necessidades específicas se voltam para a sustentabilidade das comunidades em termos de alimentação e problemas locais. Em uma comunidade congolesa os problemas se voltam às crianças órfãs e mulheres violadas.
Tamera, em língua ancestral, significa “junto à fonte” e é assim que esta Ecovila portuguesa se apresenta, ao redor de um enorme lago. Quase toda a vegetação foi reintroduzida através da permacultura em um solo pobre, destruído pelas monoculturas e pela falta de água. A diferença de panoramas do que tem dentro para o que tem ao redor é contrastante. No local foram plantadas 20 mil árvores para criar harmonia e salvaguardar as simbioses entre as várias espécies da flora e fauna.
Na arquitetura, o “prédio” onde são realizadas as palestras é feito em fardos de palha, a maior construção da Península Ibérica. As paredes foram levantadas com 1.500 fardos e rebocadas com uma camada de cinco centímetros de espessura de argila e o telhado é coberto com relva. O material escolhido para a construção mantém a temperatura interna agradável durante o inverno e verão.
O local escolhido é uma uma das regiões menos densamente povoadas da Europa. Na vila existem muitas lagoas e algumas nascentes de água doce, florestas de eucaliptos e sobreiros, jardins e prados. Os verões são geralmente quentes e secos, o inverno é a estação das chuvas.
A região ainda sofre com a destruição das florestas e maus-tratos agrícolas. A terra e seus habitantes passaram por grandes mudanças nas últimas décadas - ditadura, repressão, fome, revolução não-violenta, integração na União Europeia, e agora o impulso imenso da globalização. Muitos veem Tamera como uma oportunidade e um modelo para uma vida diferente.
No site da Tamera a comunidade afirma: “É necessária uma comunidade para assumir a responsabilidade pela natureza, pela paz, pelo futuro. O ser humano tem de reaprender a viver em comunidade porque é uma criatura social e os nossos problemas atuais só podem ser ultrapassados em conjunto”.
Redação CicloVivo
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Os jovem e o consumo

O GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente sugere que no Programa para a Juventude, que foi objecto, no dia 14 de Fevereiro de 2011, de debate na Assembleia da República,se introduza o tema "Os Jovens  e o Consumo".
As solicitações crescentes a que os jovens estão sujeitos, actualmente,  obrigam a uma maior consciência e discussão sobre todas as realidades a  que o jovem está exposto, incluindo os assédios constantes da  publicidade, da moda e do mercado.
No quotidiano, sentem-se  encurralados entre as exigências do mercado de trabalho e os ditames  da publicidade e do mercado de consumo, deixando uma pequena margem de manobra  para a sua identidade, felicidade e realização pessoal.
Devemos lançar a discussão sobre o auxílio a prestar aos jovens e às  famílias face ao assédio constante a que estão sujeitos por parte da  indústria do marketing e das grandes empresas, que deixa pouco espaço  para a individualidade e para a diferença, obrigando a um gasto  excessivo para manter a aparência da modernidade, da juventude, da  novidade e da pertença ao grupo.
O processo de autonomia do jovem  passa não apenas pelo crescimento e autonomia face à família e a  sociedade, mas também face aos ditames da moda e do mercado.
Esta é  também uma questão de saúde pública que não deve ser evitada e  perguntamos não deverá o Estado auxiliar os jovens e as famílias nesta  difícil tarefa?
Queremos jovens saudáveis, cultos, interessados, que contribuam  positivamente para a sociedade, nomeadamente através do voluntariado,  e não jovens permanentemente insatisfeitos na busca incessante por  objectos não essenciais.
Os jovens devem estar preparados e saber que  um consumidor consciente  deve estar atento a todas as implicações  sociais, económicas e ambientais de cada gesto de consumo, nomeadamente à decadência actual de todos os ciclos de vida provocada pelo excesso de consumo, e deve  conhecer o poder do consumidor e, em especial, dos jovens consumidores.
Queremos empresas responsáveis e campanhas éticas que respeitem os consumidores, jovens e menos jovens, através da transparência, sustentabilidade, rigor e sentido cívico dos bens que promovem. Essa consciência ética deve ultrapassar, inclusive, os aspectos ligados à gestão ambiental das empresas, mas entroncar numa abordagem mais abrangente do desenvolvimento sustentável e da solidariedade intergeracional. Esta posição, portanto, não é contra as empresas, grandes ou pequenas, qualquer que seja a sua natureza. É, antes, contra as entidades (sejam grandes ou pequenas) que tenham mau desempenho ambiental, onde se inclui (nesse mau desempenho) fomentar nos seus clientes práticas pouco amigas do ambiente. Nós estamos contra a publicidade enganosa, onde se inclui aquela que mascara parte do problema, fazendo uma cosmética, contando meias verdades.
Os jovens devem ser, desde pequenos, ensinados a saber que cada um por si e todos juntos, podem fazer a diferença. Jovens consciências conduzem a cidadãos responsáveis, a democracias duradouras e a economias saudáveis.
Para  isso, solicitamos que seja introduzida a presente questão na agenda da  Política de Juventude: "Estamos a criar cidadãos ou consumidores?"
GEOTA, Lisboa, 14 de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sustentabilidade é Ação

Ernst Gotsch - Agricultura que cria recursos em vez de explorá-los

 Chamam-lhe agricultura natural, agricultura ecológica, agroecologia, agrofloresta, ou mesmo permacultura. No fundo, os objectivos são os mesmos - aproveitar a terra o melhor possível sem o recurso a químicos sintéticos e venenos, respeitando a natureza, a biodiversidade e o solo, e minimizando a necessidade de trabalho humano. Não, o objectivo não é o lucro, mas uma vida melhor!

Já aqui apresentamos Sepp Holzer, o australiano que esteve cá em Dezembro passado e nos explicou como consegue ter a quinta mais produtiva da Áustria com os seus métodos naturais e de respeito pela natureza.

Hoje chegou a vez de apresentar Ernst Götsch, nascido na Suíça em 1948, vive no Brasil há mais de 25 anos. Nos anos 70 trabalhou no melhoramento genético de espécies vegetais, mas chegou à conclusão que "em vez de adaptar as plantas cultivadas, obteria melhores resultados se criasse agroecossistemas em que as plantas, num sistema de cooperação, se desenvolveriam vigorosamente sem adição de químicos". Os Sistemas Agroflorestais da sua fazenda na zona cacaueira da Bahia, transformaram uma terra considerada totalmente improdutiva numa das terras mais ricas da Mata Atlântica. Reflorestou mais de 300 ha de áreas degradadas, criando matas altamente produtivas sem adubos químicos ou agrotóxicos e fazendo ressurgir 17 nascentes. Sua visão pioneira da evolução e função das espécies, bem como os princípios da sua práticas, são aplicáveis em qualquer ecossistema. Ele é uma referência internacional no desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais - uma nova visão da agricultura que reconcilia o ser humano com o meio ambiente." Fontes: Tibá, Sítio

De 26 de Abril a 6 de Maio, Ernst Götsch estará em Portugal a ministrar dois workshops em Agrofloresta (Iniciação e Avançado), em Mangualde, Viseu. organizados pelo Sítio, "uma cooperativa dedicada ao desenvolvimento de economias locais". Veja na respectiva página mais informação sobre estes workshops.

Foi também ao site do Sítio que fui buscar os vídeos abaixo incorporados sobre o seu trabalho, donde retirei as seguintes frases, que destaco:

 "O Roundup é o espelho do completo ignorante"

"Agricultura que respeita a natureza - criando recursos, e não explorando recursos"
créditos ,link aqui.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sustentabilidade é Ação

Campanha Europeia pelas Sementes Livres

Porque este assunto precisa de ser amplamente divulgado, transcrevo este texto do site GAIA:


Em 2011 a Comissão Europeia vai propor uma nova regulamentação relativa à reprodução e comercialização de sementes, a chamada “Lei das Sementes”. As novas regras, que terão força de lei e sobrepor-se-ão às leis nacionais de cada estado-membro, vão limitar drasticamente a livre circulação de sementes, impedir os agricultores de guardar sementes e ilegalizar todas as variedades de plantas não homologadas, onde se incluem actualmente os muitas milhares de variedades tradicionais, a herança genética vegetal da Europa.

Com esta nova lei, a Comissão Europeia pretende satisfazer os pedidos repetidos da indústria de sementes, que nas últimas décadas assumiu os contornos de um oligopólio, com dez empresas – gigantes da agro-química – a controlarem actualmente metade do mercado mundial das sementes comerciais e a quase totalidade do mercado das sementes transgénicas. A indústria de sementes considera que a prática de guardar sementes e a produção de variedades não registadas constituem concorrência 'desleal'. Ao eliminar esta concorrência, sob pretexto de criar um mercado 'justo' e da protecção da saúde pública, as grandes empresas de sementes abrem caminho para começar a recolher direitos dos 70% de agricultores no mundo que ainda guardam e utilizam as suas próprias sementes.

Durante milhares de anos agricultores pelo mundo fora têm contribuído para a adaptação e melhoramento das plantas para produzir os nossos alimentos. Estas plantas constituem uma fonte insubstituível de recursos genéticos para assegurar o continuado acesso a alimentos, tecidos e medicamentos. A biodiversidade agrícola é um dos pilares da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável e já viu um decréscimo de 50% desde os anos sessenta, com a intensificação da produção agrícola, favorecendo as monoculturas e o uso excessivo de agro-químicos.
A tendência da privatização das sementes, que se iniciou com a autorização de patentes sobre formas de vida, e que a prevista Lei das Sementes vem reforçar, constitui uma ameaça ao nosso património genético comum e à segurança alimentar. Os agricultores deixarão de poder guardar sementes e os criadores independentes deixam de poder melhorar variedades. Por consequência, não haverá nenhum incentivo para preservar variedades tradicionais e o mercado restringir-se-á a um espólio infinitamente mais reduzido de variedades comerciais, onde irão certamente dominar as variedades transgénicas.

Junta-te à Campanha pelas Sementes Livres
Dezenas de milhares de pessoas por toda a Europa estão a pedir activamente que o direito de produzir sementes permaneça nas mãos dos agricultores e horticultores. As sementes de cultivo são um bem comum, criado por acções humanas ao longo de milénios. Devem permanecer no foro público e sob condições algumas entregues para a exploração exclusiva da indústria de sementes.

Ajuda-nos a inverter o rumo da legislação sobre sementes e a apoiar a biodiversidade agrícola e a agricultura tradicional, com informação on e offline, seminários de sensibilização, a dinamização de hortas guardiãs de sementes e feiras de troca de sementes tradicionais, nacionais e internacionais.

Campanha pelas Sementes Livres
colher o futuro, semear a diversidade

Colher para Semear | GAIA | Plataforma Transgénicos Fora
sementeslivres@gaia.org.pt                    
créditos ,link aqui.

domingo, 23 de janeiro de 2011


Agricultura ecológica ou permacultura holzeriana

Sepp Holzer é um agricultor austríaco que pratica agricultura ecológica desde 1962. Mais tarde, alguém lhe disse que a sua agricultura era uma forma de permacultura, que, sendo um pouco diferente da permacultura de Mollison e Holmgren, acabou por ser denominada de Permacultura Holzeriana. Com a modelação inicial do terreno para melhor gestão da água, criando terraços e represas, com o saber e experiência adquiridos ao longo de décadas, Sepp transformou um terreno de montanha com 45 hectares, com altitude dos 1000 aos 1400 metros, e com uma temperatura média anual de 4ºC, na quinta mais produtiva da Áustria. Nessa quinta, trabalham ele, sua mulher, e alguns animais. 
Sepp Holzer agora dedica-se também a divulgar pelo mundo os princípios da sua agricultura e do seu saber. E segundo o próprio, os dois grandes segredos são: gestão da água e agricultura com a natureza e não contra ela. Em Portugal, Sepp Holzer tem acompanhado e ajudado a transformar Tamera, (de que já falei aqui) no Alentejo, num verdadeiro oásis. 
assista os vídeos,link aqui.