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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

VEREDAS- Pedro Luso de Carvalho

ARMINDO TREVISAN / Comunhão

Armindo Trevisan


              Armindo Trevisan nasceu em Santa Maria, em 1933. Doutorou-se em Filosofia pela Universidade de Fribourg, Suíça, com a tese “Criação em Bergson” (1963). Nesse mesmo ano, fez curso de aperfeiçoamento em Paris. De 1969 a 1970, e de setembro de 1974 a fevereiro de 1975, foi Bolsista da Fundação Caloustre Gulbenkian, em Lisboa. Em Porto Alegre, Trevisan dividiu com os seus alunos, na Universidade do Rio grande do Sul, na condição de Professor da História da Arte e Estética, um pouco de seus conhecimentos. 

        Armindo Trevisan recebeu o Prêmio de Poesia “Gonçalves Dias”, da União Brasileira de Escritores (1964), por “A Surpresa de Ser”. A Comissão Julgadora, que decidiu pela sua premiação, era composta por Carlos Drummond de Andrade, Manoel Bandeira e Cassiano Ricardo. Esses três poetas, que estão, sem dúvida, entre os que melhor representam a poesia brasileira, formavam esse juri, que, no dizer de Moysés Velhinho, era “o juri mais rigoroso e credenciado já organizado no Brasil”...continue lendo , link aqui.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

VEREDAS- Pedro Luso de Carvalho

ALBERT CAMUS / O Homem Absurdo




Albert Camus
        Há muito escrevi sobre a obra de Albert Camus, cujo trabalho poderá ser acessado no link que ficará no final deste texto. Nesta postagem transcrevo, na íntegra, O Homem Absurdo, que integra o livro O Mito de Sísifo, de Albert Camus:
                             
        “Meu campo” - diz Goethe - “é o tempo”. Eis propriamente o enunciado absurdo. O que é, de fato, o homem absurdo? Aquele que, sem negá-lo, nada faz pelo eterno. Não que a nostalgia lhe seja alheia. Mas prefere a ela sua coragem e seu raciocínio. A primeira lhe ensina a viver sem apelo e a satisfazer-se com o que tem, o segundo lhe ensina os seus limites. Seguro de sua liberdade com prazo determinado, de sua revolta sem futuro e de sua consciência perecível, prossegue sua aventura no tempo de sua vida. Este é seu campo, lá está sua ação, que ele subtrai a todo juízo exceto o próprio. Uma vida maior não pode significar para ele uma outra vida. Seria desonesto. Nem mesmo falo aqui dessa eternidade ridícula que chamam de posteridade. Madame Roland era indiferente à posteridade.continue lendo,link aqui.

domingo, 2 de janeiro de 2011

VEREDAS- Pedro Luso de Carvalho

LUIS FERNADO VERÍSSIMO / Casados X Solteiros



      

        Nesta primeira postagem aqui no Veredas, neste início de 2011, vamos transcrever a crônica CASADOS X SOLTEIROS, escrita por Luis Fernando Veríssimo (in Amigos Secretos, Porto Alegre, Artes e Ofícios, 1994, p. 45-48).

        Luis Fernando Veríssimo, um dos escritores brasileiros mais importantes, nasceu em Porto Alegre, em 1936. No ano de 1969 o jornal Zero Hora, começa a publicar as suas crônicas. Nesse mesmo ano começou a trabalhar para a MPM Propaganda, como redator de publicidade. Mais tarde suas crônicas são publicadas nos jornais O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil  e Zero Hora.

       Publicou algumas dezenas de livros, dentre eles mencionamos os que obtiveram maior sucesso, dentre os menos atuais: O Popular (J.Olympio, 1973), Ed Mort e Outras Histórias (L&PM, 1979), O Analista de Bagé (L&PM, 1980), A Velhinha de Taubaté (L&PM, 1983), Aventuras da Família Brasil (quadrinhos, L&PM, 1985), O Suicida e o Computador (L&PM, 1992), Comédias da Vida Privada (L&PM, 1994),  Américas (Artes e Ofícios, 1994). 


        Segue, pois, a crônica de Luis Fernando Veríssimo: 


                    CASADOS X SOLTEIROS  leia , VEREDAS -Pedro Luso de Carvalho
                   

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Veredas - Pedro Luso de Carvalho

GARCIA LORCA/ A Lua e a Morte


        No que se refere a morte do grande poeta espanhol Federico Garcia Lorca, transcrevemos o que o jornal El Liberal, de Madri, publicou no dia 2 de novembro de 1936 (in Ian Gibson, O assassinato de Garcia Lorca, Trad. de Ernani Ssó, Porto Alegre, L&PM Editores, 1988, p. 271): 
"Mas será possível? Federico Garcia Lorca, o imenso poeta, assassinado pelos facciosos? continue lendo,acesse:
http://pedrolusodcarvalho.blogspot.com/2010/12/garcia-lorca-lua-e-morte.html

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Veredas - Pedro Luso de Carvalho

[ CONTO] JULIÁN MURGUIA/ O Campo

         O campo era verão e era a alegria.

         O campo estava longe e muito só. Espraiado entre sangas e coxilhas, rodeado de azul-celeste, o campo era cor, calor e canto. Viver feliz sem tempo, isso era o campo.

         Quando terminavam as aulas eu me transformava num redemoinho de urgências angustiosas.

          - Onde está a caixinha com as linhas de pescar? E a minha bóia azul? E a amarela?

          Remexia em caixas e caixões e daquela confusão iam saltando anzóis, velhos bodoques, chumbadas, uma arapuca, canivete e até cola de pegar passarinho.

         Com a roupa eu não me importava. Coisa de mulher. E mamãe, a pobre, corria atrás de camisas, calças, providenciava um par de alpargatas novas e insistia com o casaco, “imagina se refresca”...continue lendo,acesse:
http://pedrolusodcarvalho.blogspot.com/2010/11/conto-julian-murguia-o-campo.html

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Veredas

[CRÔNICA] RUBEM BRAGA/ Blumenau
por  Pedro luso de Carvalho

Foi um fim de semana assim de pegar-um-rabo-de-foquete, e quando ainda havia muitos vapores do álcool noturno a gente amanhecia em Joinville; então havia um rapaz que fora meu companheiro de viagem no Itatinga em 1938, minto, 1939, depois havia o governador e o vice-governador e muitos banquetes e discursos, mas sempre se podia escapar um pouco para andar só numa rua quieta de Joinville, as casas de telhados agudos, as janelas de cortinas brancas e gerânios estalando de rubros no céu louro...continue lendo,acesse:
http://pedrolusodcarvalho.blogspot.com/2010/11/cronica-rubem-braga-blumenau.html

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Veredas - Pedro Luso de Carvalho

[ CRÔNICA] FERNANDO CORONA / Dança Flamenca

        Não sei quantas vezes li o livro “España Virgen” - escreve Fernando Corona – do escritor norte-americano Waldo Frank. Ele, como a tantos outros aconteceu, ficou enfeitiçado pelo corpo, que é a terra e pela alma, que é o povo daquele país encantador. Corpo e alma que absorvem e fascinam qualquer estrangeiro que passe por ali. Que o digam Washington Irving, quando escreveu seus encantadores “Contos de Alhambra”, ou Rodrigues Larreta em “La Glória de Don Ramiro”, ou Ernest Hemingway em Por Quem os Sinos Dobram”. Como eles, outros escritores famosos lá viveram e escreveram sobre a luta, o encanto, o caráter, o fatalismo e a alegria de viver de um povo, de uma raça súmula de tantas, que parece nascer e crescer como nascem e crescem os robustos carvalhos de suas florestas montanhosas...continue lendo,acesse:
http://pedrolusodcarvalho.blogspot.com/2010/11/cronica-fernando-corona-danca-flamenca.html

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Veredas - Pedro Luso de Carvalho

NORBERTO BOBBIO - Marginalização dos velhos
 É preciso deixar claro que a marginalização dos velhos – escreve Norberto Bobbio - , numa época em que o curso de história acelera-se cada vez mais, é um dado que não se pode verdadeiramente ignorar. Nas sociedades tradicionais, estáticas, que evoluem lentamente, o velho sintetiza o patrimônio cultural da comunidade, e tem ascendência sobre os demais membros dessa sociedade...leia mais , acesse:
http://pedrolusodcarvalho.blogspot.com/2010/11/norberto-bobbio-marginalizacao-dos.html

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Veredas - Pedro Luso de Carvalho

Jorge Luis Borges - Porque você escreve?
Porque não posso não escrever, sem esse peculiar sentimento de desventura que engendram a covardia e a deslealdade...leia mais ,acesse:
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Literatura

    EÇA DE QUEIROZ / Correspondência

    A OLIVEIRA MARTINS A OLIVEIRA MARTINS
        1884.

        Querido Joaquim Pedro


        Apesar de ter retardado ontem o meu jantar até às nove da noite, não pude desbastar a minha montanha de prosa. Levar as provas para os areais da Costa Nova, não é prático – ó homem prático! Há lá decerto a brisa, a vaga, a duna, o infinito e a sardinha – coisas essenciais para a inspiração – mas falta-se essa outra condição suprema: um quarto isolado com uma mesa de pinho.continue lendo,acesse:
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domingo, 31 de outubro de 2010

Veredas - Pedro Luso de Carvalho

VIVA O REI – Ricardo Ramos

- Leia o jornal – ele me pediu.

A sua voz destoava, por ingênua e como que desenraizada, do homem ali enfrente: um velho sentado na poltrona, esmaecido contrastando o fundo escuro.
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Veredas - Pedro Luso de Carvalho


UMA GALINHA - Clarice Lispector


Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.

Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio...continue lendo,acesse:

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

VEREDAS
Pedro luso de carvalho
CARLOS NEJAR - Alguns dados ,dois poemas-

CARLOS NEJAR nasceu em Porto Alegre, RS, em 1939. Formado em Direito, prestou concurso para o Ministério Público. Aprovado, assumiu o cargo de Promotor Público. Passou por várias cidades do interior do Estado até retornar, mais tarde, à Capital Gaúcha. Esteve várias vezes em Lisboa a convite da Fundação Gulbenkian. Sua estréia como poeta deu-se com Sélesis, em 1960..continue lendo,acesse:
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

VEREDAS

 FOSTE NA VIDA .../ JORGE DE LIMA
 por  Pedro Luso de Carvalho


JORGE DE LIMA (Jorge Mateus de Lima) nasceu a 23 de março de 1893 em União dos Palmares, Alagoas, e morreu no Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1953. Iniciou os seus estudos de medicina na Escola de Medicina da Bahia, e formou-se, aos 21 anos de idade, no Rio de Janeiro, para onde se mudara. Foi professor de História Natural e Higiene Escolar da Escola Normal de Maceió. Lecionou História da Literatura Brasileira e Portuguesa do então Liceu Alagoano. Foi nomeados para exercer esses dois cargos depois de ter sido aprovado em concurso público. No Rio de Janeiro lecionou Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil...continue lendo ,acesse:
http://pedrolusodcarvalho.blogspot.com/2010/09/foste-na-vida-jorge-de-lima.html

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Veredas - Pedro Luso de Carvalho

[CONTO] "AÍ PELAS TRÊS DA TARDE " - Radian Nassar
Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicando-se em idéias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob olhares à sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo “ciao” ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda um pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiveram em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era conduzida. ..continue lendo ,acesse:
http://pedrolusodcarvalho.blogspot.com/2010/09/conto-ai-pelas-tres-da-tarde-raduan.htm

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

VEREDAS

BOCA DE LUAR /  Carlos Drummond de Andrade


- Você tem boca de luar, disse o rapaz para a namorada, e a namorada riu, perguntou ao rapaz que espécie de boca é essa, o rapaz respondeu que é uma boca toda enluarada, de dentes muito alvos e leitosos, entende? ...continue lendo,acesse:
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

[ Conto] CARTA DE UMA LEITORA - Ernest Hemingway

Sentou-se à mesa do quarto, com o jornal aberto à frente, e parando apenas para olhar pela janela a neve cair e derreter-se no telhado ao cair. Escreveu esta carta, escreveu-a sem parar, sem necessidade de riscar ou reescrever qualquer coisa.. continue lendo ,acesse:
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Veredas - Pedro Luso de Carvalho

[Conto] Três Tesouros perdidos - Machado de Assis
Uma tarde ,eram 4 horas ,o Sr. X... voltava à sua casa para jantar. continue lendo,acesse:
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